Saudade é um arrepio frio e cálido, é uma sensação de angustia, embaraço, é um aperto ruim. Sentir saudade é uma mistura de prazer e tédio, é uma sensação de imóvel abandonado, de armário vazio, de descompasso.
É querer fugir pra um lugar que não sabemos qual é, e querer vomitar o alimento estragado ingerido. Não sentir saudade é nunca ter sofrido e sofrer no fundo é bom.
O sofrimento é a chave das nossas mudanças. Dizem que ou mudamos pela dor ou pelo amor. E no fundo a mudança pela dor é a que se estabelece, que dura.
Saudade é ao mesmo tempo não gostar, e querer de volta. É o incômodo de que quem abandonou e não fechou a porta. É ser nostálgica e entristecer.
Diva Brito
21/06/2006
quarta-feira, 21 de junho de 2006
Divaneado por Diva Brito às 22:58
terça-feira, 20 de junho de 2006
POSSESSÃO
São bocas e barrigas que se confudem
Peitos e quadris que se embalam,
Como num vôo livre onde o sangue pulsa,
Ferve, dilata as veias e umedece as partes.
Cores que se cruzam
E olhos que me buscam com sua vividez,
Mãos que me visitam e me mostram
O seu desejo incessável e vulcânico.
E já possuída sem ser posse,
Não encontro mais o temor,
Que me assolava e aprisionava
Naquele abrigo que se desfez.
Inebriada por várias descobertas,
São novas sensações que me despertam
De um sono outrora trépido,
E me conduzem nesse passeio luxuoso.
Diva Brito
Divaneado por Diva Brito às 23:40
segunda-feira, 19 de junho de 2006
Vem meu menino doce de olhar esperto,
Vem bailar constante,e florir meu deserto,
Vem que você me olhar é arrepio certo
Vem ser meu desbravador de emoções.
Vem que meu querer antes tão incrédulo
Hoje tem no peito sem mistério
Um amor que encoraja nossos corações.
Diva Brito
18/06/2006
Divaneado por Diva Brito às 14:05
domingo, 18 de junho de 2006
VIAGEM URGENTE DE UM CASSETA
Morre um sorriso, um sorriso frouxo
De ser de vez em quando sorriso maroto
Morreu de repente um anjo bom
O humorista tem um mistério
Uma magia, ele é meio esotérico
Parece que Deus os enviou
Pra apasiguar tanto tormento
e nos trazer um contentamento
Que o mundo cru nunca nos deu
Morre um anjo, duende do riso
Simplicidade, talento prodígio,
De alguém que era um carnaval
Partiu então p'rum planeta distante
Continuar a aventura errante
de redigir alegria no céu
Viaja um casseta de maneira urgente
encerrando a cena que fazia contente
Um país tão cheio de mal.
Diva Brito
17/06/2006
Divaneado por Diva Brito às 11:26
sábado, 17 de junho de 2006
O GALÃ
Se fosse pra ser antes,
antes de tudo, ou durante,
não seria então o que és.
Não teria essa alma pura
Não teria um olhar de ternura
Quando quer dizer mas não diz.
Se fosse só figurante,
ou um mero viajante,
se fosse só aprendiz...
Mas é mestre, e galã constante
daqueles que o povo diz
Que nada pode tirar o viço,
Que já nascera com brilho
e é dono do seu nariz.
Diva Brito
12/06/2005
00:26
(Poema inspirado em Karim Midlej Harfush)
Divaneado por Diva Brito às 00:23
quarta-feira, 14 de junho de 2006
QUERER DE MORTE
Chame por aquela voz que foge
Talvez ela volte a sucumbir
Se for querer, queira de morte,
Queira até padecer
Até sair a última gota
Destroçado de tanto querer
Se for querer queira de morte
E ame de tanto morrer.
Diva Brito
18/07/2005
20:38
Divaneado por Diva Brito às 00:57
domingo, 11 de junho de 2006
O FÔLEGO
Que o meu fôlego
Te procure no escuro
Não te permita dormir,
E te prenda sempre em mim.
E que não penses em imaginar
Realidade fora do meu corpo,
Ou amor fora de minha'lma.
Que a chama eterna dos teus olhos
Nunca desapareça
Que nesse teu íntimo
Nunca pereça,
A esperança de me ter.
Que o meu nome eternamente
Ressoe no teu eco
E quando o vento
tocar-te o rosto,
Te lembres das minhas mãos
Que te vasculham sem pudor.
Que a chuva que te molha,
Exale assim o
Cheiro do meu corpo
Que tua sede te guie
Aos meus lábios.
Que saudoso agora estejas,
Da minha leviandade
Da minha aparente ingenuidade,
Da minha língua na sua vontade.
Diva Brito
12/07/2005
23:11 hs
Divaneado por Diva Brito às 21:54
domingo, 4 de junho de 2006

Meu coração anda jogado num canto úmido da sala ecura.
Não dispõe de amor que o faça reagir,
E apesar de sozinho, desalmado
Ele espera um bom homem
Que eu nunca vi.
Diva Brito
24/05/2006
P.S.: Eu vi o homem, e ele me sorriu e me segurou pela mão...e eu me senti feliz!
30/05/2006
Divaneado por Diva Brito às 23:24
sábado, 3 de junho de 2006
O FIM DA HISTÓRIA
Você que nunca foi meu
Hoje rompe os laços
De uma eternidade insegura
De um amor inacabado
E deixa-me sem nunca
Ter mergulhado nessa ilusão
Desse amor que me atinge
Que me envolve em dor
Que me cega, me fere
E que me leva a desfalecer
Mas, que burrice...
Não, não é esse amor
Que eu deveria ter.
Vou te estirpar dos meus planos
E gostos, hoje tão definidos
E declarado o instinto de permanecer
Com essa insistência boba
De buscar teu colo,
Quando na verdade é um beijo,
Seu corpo e seu cheiro,
O que não pude ter.
Diva Brito
12/09/2005
Divaneado por Diva Brito às 20:43
quinta-feira, 1 de junho de 2006
ARRUME SUAS MALAS

Pra que não se alongue em demasia,
Peço que se mude de dentro de mim
Arrume suas malas, bata a porta e só!
Tire sua boca do meu pescoço,
Recolha os seus olhos da minha frente,
Não deixe suas mãos espalhadas pelo meu corpo
Leve com você o calor dos seus beijos.
Não quero que nada fique aqui
Pra que não me torne à memória
Nas noites em que o vazio me visitar
O que você me fez e como me transformou.
Descubra-me do teu corpo
Porque essas vestes já não desejo ter.
E enfim, sem demora, se mude.
Arrume suas malas, bata a porta e só!
Diva Brito e Brisa Dalilla
2005
Divaneado por Diva Brito às 10:25
terça-feira, 30 de maio de 2006
Oi inspiração,
Vem assim tomar de volta esse corpo seu
Vem que estar em mim é não haver adeus
É ter de volta incorporada a minha coragem
É saber que as peças se encaixam quase que sozinhas
Vem inspiração, em mim, e me toma todinha
Me usar, cuspir, a pressa é toda minha
Vem como um arrepio que assusta, mas dá prazer
Vem e preciosa pra aliviar meu coração
Botar pra fora assim tanta emoção
Pra eu falar do amor que me invade.
Vem me fazer baile de versos de luz
Espalhar mágica e sonhar que fui
Morar na ilha da fascinação.
Vem,
Não é tão fácil esse vazio em mim
Sem ter você não dá pra fingir
Que sou feliz sem você na cidade
Diva Brito
30/05/2006
Divaneado por Diva Brito às 16:21
segunda-feira, 29 de maio de 2006
SATUREI
Eu cansei de jogos de sedução, detesto situações previsíveis. Tudo o que se tem montado é vazio, com propósito e cheio de intenções, mas, sem o inesperado, sem o surpreendente. Eu não sei bem porque as coisas são tão certas, acontecem sempre num roteiro, numa seqüência, numa ordem ridícula. Busco o que ainda não sei. Como se algo que eu ainda não sei o que é, fosse surgir a qualquer instante e me desequilibrar em um piscar de olhos.
Não, eu não cansei de seduzir. Mas, é que sedução é quase um estado de espírito, eu cansei foi do jogo, daquela previsibilidade. Mil vezes pular de pára-quedas a noite do que contar até cinco e saber o que vai ouvir. Ter certeza das ações que virão, das falas.
Essas coisas que crescem com a gente, toda essa ordem de ações, toda essa mesmice convencional de cada dia. São tantos costumes, hábitos e receitas pra se amar... Que cansei de fingir que não esperava, de mentir quer não sabia e me enganar de satisfeita e feliz. Quando na verdade sem abrir os olhos, sei aonde vai tocar qual a ordem das frases, quais serão as repetições, os pontos em comuns que já ganham de fábrica.
Diva Brito
2005
Divaneado por Diva Brito às 01:16
sábado, 27 de maio de 2006
RIO REPRESO
E esses seus doces favos estragados
Cujo vívido cheiro me prendia
Já não me prendem com o visgo dos teus braços
Nem me cobre com sua sombra esguia.
E a redobrada paixão que possuia
Com o desatino ela se fez avesso
E o sussuro virou lamento
E soterrou o meu pensamento.
Desperdiçado o sentimento
Que fez minguante o meu amor tão cheio
Meu olhar terno se fez mórbido
E fez terror sob meus anseios.
Trouxe a minha'lma guerra e tormento
E agora é seco o rio do meu peito
Armei barragem pra esse leito
E tudo nele ficou represo.
Diva Brito
19/06/2005
17:50
Divaneado por Diva Brito às 17:53
sexta-feira, 26 de maio de 2006
A GINGA
Você aparece malemolente
Eu me encanto e desejo
Essa foi a ordem dos fatores
A sucessão dos acontecimentosa
Daí surgiu os beijos e as mãos
E a vontade novamente
Sem me prender ou me entregar
E sem jamais acreditar
Foi a sua ginga, seu corpo solto
E seu coração sem dono
Que me seduziram
Cabelo em você todo enrrolado
Inspiração do pecado
Sem compromisso,sem porto
Foi isso que eu vi, e então
Desejei a insegurança
Confesso ter sido este o encanto
Mas você partiu e eu imaginei
Fora um passado gostoso
O provocante virou lembrança
E tu retornas pra me dizer
Tomas meu coração embrulhado
E fazes o que deves fazer?
Não me deleges esse cuidado
De resgatar do passado
Um sentimento esquecido
De me fazer reviver
O que eu tinha certeza
Que já tivesse morrido.
Diva Brito
05/2006
Divaneado por Diva Brito às 20:06
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Divaneado por Diva Brito às 14:13
FILHO AMADO

Amo o filho que nasce em mim
Amo o filho que nem sei se é meu
Amo o filho mesmo que filho não seja
Amo, e o amor de filho mata a saudade
Amo-o pois, ser filho não há quem mude
Amo e mesmo que um dia o amor acabe
Amo esse filho que é amado na eternidade
Amo, e amarei incerta de ser amor ou infinitude
Diva Brito
23/05/2006
20:00 hs
Divaneado por Diva Brito às 00:03
terça-feira, 23 de maio de 2006
INTENSIDADE
Eu nunca fui de talvez, pode ser ou às vezes
Sempre detestei imparcialidade
Nasci pra Intensidade, pra amar ou odiar.
(Indiferença só pra quem não faz diferença)
Pra momentos e épocas,
Geralmente curtas e marcantes.
Lembranças fortes.
Fazer o quê, se as coisas na minha vida
acontecem pra serem breves?
Breves, fortes, inesquecíveis.
Cada uma com seu grau de importância,
mas, todas com importância.
Eu não desisti de tentar viver longas histórias,
inclusive atualmente eu venho tentando.
Vida longa, momentos curtos,
lembranças sempre vivas.
Lembro de algumas fases com tanta nitidez,
de algumas com um pouco de saudades,
de outras nenhum pouco.
Pra resumir....
eu por mim....
Impulso,Intensidade,
Paixão,Intensidade,
sonho,Intensidade,
Desejo,Intensidade...
E por aqui me fico.
E só.
Diva Brito
(2005)
Divaneado por Diva Brito às 12:46
quarta-feira, 17 de maio de 2006
TUA BOCA
Esquece o que tua boca diz
Ela mente
Mente porque na verdade,
Nem conhece e a verdade
Vai ver tua boca sente,
Mas nem sabe
Esquece o que tua boca diz
Ela finge.
Finge não sei o porquê.
Talvez por medo de saber
Ou teimosia.
E desse jeito ela foge
Não sei porque foge
Foge de tudo
O que diz seu coração.
Diva Brito
24/09/2001
19:10 hs
Divaneado por Diva Brito às 01:18
domingo, 14 de maio de 2006
ESCREVENDO
Cabeça desassossegada,
Muitas letras, muitas palavras,
Muito anseio em traduzir,
As sensações que “isso” traz.
Caramba, eu quero dormir,
Mas elas não param de gritar.
Palavras puxam meu lençol,
Com pressa em se ordenar,
Levanto, tropeço em algumas
E deixo a caneta dançar.
Pronto, já chega por hoje,
Eu já me cansei de escrever.
Mas as palavras insistem,
Em não me deixar adormecer.
Diva Brito
08/05/2006
Divaneado por Diva Brito às 23:43
A ILUSÃO DE DORA
Dora, tola, burra e imbecil
Se encadeou numa história infantil
Dora, que adora se iludir
Se atolou e não pode mais fugir
Ô Dora, sua vida é uma casa
Fundada na areia da praia
Que todo outono vai e desaba
E você no verão levanta de volta
Ô dora, esse amor é uma farsa
É no fundo um teatro, Dora.
E na vida você só tem de graça
Comédia, drama e história.
Diva Brito
13/05/2006
Divaneado por Diva Brito às 18:18
PRA REFORMULAR
Invoco a noite pra que ela traga a tona
Os pensamentos sem sentido
À minha triste alma desregrada
E realizar minha condução ao nada.
Ah! Então que venha a noite
E que seu mistério me vincule
E a lua revele em face iluminada
Aquelas coisas que escondo em mim.
Minguando árduo o e crescendo o terno
Venha cheia de faces oferecendo novo prazer.
O meu rio interno então corre em desatino
Eu expulso o meu silêncio temperado.
Aí finjo uma parte, a outra assumo.
As cores que eu não via, algumas descubro.
Ganho poetas mortos e acordes renovados.
Antes aquela angústia, aquele medo fosse inútil.
E que tudo que me inspira agora seja real.
Essa eterna falta de chão é meu cisco no olho
Mas, já ta mais do que na hora de eu me dizer sim
Pois tenho a certeza de ter sempre a noite pra me socorrer.
Que o outono traga as minhas escolhas
Um confortável choro de vitória,
Que faça das minhas muralhas apenas degraus,
E transforme meus anseios num rio calmo.
Já que minhas dores massageiam meu coração.
Diva Brito
20/04/2006
12:15 hs
Divaneado por Diva Brito às 02:56
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Divaneado por Diva Brito às 00:09
quarta-feira, 10 de maio de 2006
SAUDADE DO QUE NÃO TIVE
Lá fora tudo grita agora
E mesmo assim eu te chamo
Teus olhos olham pra outros
E eu reclamo sozinha
O meu desejo esses dias estoura
E eu tô pensando em ficar quietinha
Nesse momento eu sinto falta
De ter você ligado na minha
Curtir palavras cantadas com brisa
E ver teus olhos avançarem o mar
E mesmo diante de toda essa vista
Ouvir-te dizer que não partirá
Que vai deitar na areia comigo
Contar-me um segredo no pé-do-ouvido
E depois de tudo me amar no mar
Diva Brito
08/03/2006
Divaneado por Diva Brito às 17:03
terça-feira, 9 de maio de 2006
A MEU MODO
Fica no céu do teu sorriso
O deleite com que eu sonho
Levo sua voz de poesia
Ao meu sonho tristonho
Transforma meu céu nublado
Em um domingo de sol
São soltas as suas palavras
Que me prendem em seu anzol
São tempos intermináveis
Os que terei ao seu lado
Durante as madrugadas
Em que terás me visitado
Oh! Doce criatura,
Que surge então no meu quarto
Um dia copio o sonho
E ignoro o destino ingrato
Que brinca com os meus “ais”
E faz do sonho tormento
Viajo, desmancho seus laços,
E impero em seus pensamentos
Acolho você no meu peito
Velando teu sono ao meu lado
Noite dessas, assim, eu acordo
E traço o destino ao meu modo.
Diva Brito
02/04/2006
Divaneado por Diva Brito às 16:55
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Entediando
Essa cara de sempre me cansa
Prevê-se até o que deveria ser surpresa
Eu queria mesmo era quebrar pratos
Pra alimentar minha rebeldia
Que nasceu comigo.
Mas fico nostálgica,
Porque a rebeldia me deixou
Foi passear por aí,
Num coração pulsante
E o meu - vazio - sente falta.
Pois tudo isso me fazia sentir
O calor do sangue pulsando nas veias
E de poder respirar a brisa fria
Que me fortalece como um todo.
Diva Brito
07/05/2005
23:11 hs
Divaneado por Diva Brito às 23:37

Como eu ia dizendo...
tenho sentido medo de viver um amor de novela.
Quero viver um amor de cinema.
Onde o mocinho não tem meses e meses pra machucar a mocinha.
Divaneado por Diva Brito às 17:10
Carta de Desamor
Eu que por muito tempo
Estive a guardar para ti
Meus versos, meus delírios,
Meus sonhos, e meus desejos.
Eu que te dei de bandeja
Meu coração e tudo
Que havia dentro dele.
Eu que amei de forma
Às vezes egoísta,
Às vezes resignada,
Que suportei sua inércia,
Que aturei outras mulheres.
Eu que te amei de forma visceral
Que te quis como mãe
E como mulher,
Que fingia lutar contra
Todo aquele sentimento
Quando na verdade
Regava-o bem discretamente
Pra que suas raízes
Não me permitissem
Te esquecer
Hoje, dia em que realmente
Posso considerar extinto
E superado esse sentimento desgraçado!
Venho te comunicar que tudo
Que um dia senti
Não sei onde foi parar.
Diva Brito17/03/2006
Divaneado por Diva Brito às 14:19
domingo, 7 de maio de 2006
História que dói no fim
Hoje eu escuto vozes
Que bagunçam meus pensamentos
Será o som dos seus risos
Ou o barulho dos ventos?
Brincando com o que imagino,
Trazendo-me um aviso
O vento que sopra forte
Fala-me do precipício.
Que a alma mesma procura
E do risco que a mim pretendo
Pois não importa se foges
Desses meus – então - desatinos
Sou eu quem procura o bosque
Onde acharei teus espinhos.
Diva Brito
02/04/2006
Divaneado por Diva Brito às 21:35
sábado, 6 de maio de 2006
A menina e a poesia
Menina solta
De meninices envolventes
Capim roçando nas pernas
Abstratividade e graça
Garra. De leoa enjaulada
Com a coragem dentro de si.
Coragem de desfiar o tempo
E correr pela mata
Pra dar tempo de viver tudo.
Menina destemida!
Será que não sabe que viver mata?
Isso pode ser dom ou artifício
Ser de nascença ou ser vício.
A menina solta se solta
E dança bonito com o vento
Mas também canta com a água
O seu en canto o medo apaga
Ela se faz mulher ou moça
De acordo com o que se pede
E de repente como num risco
A moça surge breve
A poesia pode morrer com ela
Ou ela pode morrer com a poesia
Um dia elas se casam
E a menina então desacelera
O tempo corre mais que ela
E a estória fica assim
Era uma vez, um dia,
A moça solta e a poesia
Matando as horas na janela.
Diva Brito
06/05
09:00 hs
* inspirado em Maíra Guedes
(Menina bem-te-vi)
Divaneado por Diva Brito às 18:02
Minha crônica
Diva Brito
(2005)
Divaneado por Diva Brito às 11:29

