quarta-feira, 13 de setembro de 2006

ACEITE

Meus versos não precisam ser seus
E não mais o serão desde esse tempo.
Aceite que você não teve tato,
Não soube perceber minha alma,

Com os seus olhos acerados,
Fez do meu peito calabouço
Onde eu mesma me esqueci.
Mas isso é finito, meu bem.

Aceite que eu achei aconchego
Numa alma que enxergou a minha
Num peito que libertou o meu

Num coração que curou minhas feridas
Num amor que não se finge, não!



Diva Brito
14/09/2006

domingo, 10 de setembro de 2006

Passeio vez ou outra, meio perdida, às margens do que penso, do que escrevo e monto. Quando isso acontece, procuro manter o equilíbrio e tentar voltar a linha de pensamento de onde me exportei. Essas aventuras as vezes me prendem por horas e horas. Sem que o ruído do mundo me desconcentre.

Diva Brito
02/09/2006

Mudanças, todas intensas
Isso é o que explica Milena
Fazendo tudo valer a pena
Mesmo que a dor não seja pequena
Lirismo e sedução em cena
Quando o vento assanha suas melenas
Se ama, ama ainda mesmo que não tenha
Sua arte, quem sabe um dia o mundo entenda.

Diva Brito
09/09/2006

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

O céu de hoje me deixou angústia nos olhos.
Cerrado, carregado, como se tivesse absorvido
toda a dor desta minha semana.
O céu de hoje trouxe um vento
anunciando um fado sofrido.
Mais? Já não lhes basta
olhos constantemente úmidos
e corpo encarangado?
Tentando reagir do caos íntimo
em que me entranhara,
hoje ensaiei entoar um canto.
As pontadas no peito me fizeram
desafinar nas notas mais altas.
É, desisto.
Pra quem tem a saudade amargando,
resta calar e ouvir a noite.

Diva Brito
08/09/2006
20:33 hs

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Involuntariamente algumas coisas acontecem.
Como por exemplo as minhas lágrimas tão contidas
quando resolvem se suicidar.
Lançar-se desenfreadamente da cavidade dos meus olhos.
Nesse exato momento queria algo que estancasse meus olhos.


Diva Brito
06/09/2006





sexta-feira, 1 de setembro de 2006

BONECA DE VIDRO

Sou uma poetisa burra
Daquela que se arrebenta
Mas que não aprende a desamar

Sou o aquele tipo de mulher
Que por azar um dia aprendeu
Que não se deve o outro machucar

Sou uma menina tosca
Que deixa escapulir da boca
Quando decide amar

Sou então uma boneca de vidro
Que se cair, eu duvido
Que outro alguém possa colar.


Diva Brito
01/09/2006
10:30 hs

terça-feira, 29 de agosto de 2006

VEM, MEU BEM.

Vem grande, assim inteiro,
chegando imenso em mim.
Vem quando se intercala
nas minhas roupas,
se perde em minha'lma,
vem com todos os pedaços
soltos, que se encaixam.
Vem fugir do medo,
contar segredo,
correr no seu mundo,
que é meu corpo inteiro.
Vem assim valente,
ou vem homem tolo,
tonto de vontade
ser cara-metade.
Vem que eu te busco,
que eu só te procuro,
e que só te encontro,
entre minhas pernas,
entre os meus medos,
quem sabe entrelaçado
entre os meus cabelos.
Quando ali, terno,
você me acolhe,
e me acalenta,
vem e não demora,
meu fôlego aguenta,
vem pra me curar
do mal que eu me fiz.
Vem ser minha escola,
fingir ser meu rei
vem, mas me namora
do jeito que fez
quando os teus olhos,
num mundo de olhos
conseguiram mansinho,
de vez me prender.
Solta eu me sentia,
meio rodopiando,
sentindo, exaurindo,
tudo de uma vez.
Eu quero teu colo
teu corpo, teu choro,
quero te acender.
Vem que tá na hora,
meu bem, não acorda,
se só o que eu posso
é no sonho te ver.


Diva Brito
29/08/06
19:00 hs

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Quanto mais o tempo,
insiste em se arrastar...
Mas ela insiste em esperar.
Ela ficava olhando a linha do mar,
esperando o dia em que
ele voltaria então de vez.
E ela insitia em não chorar
e guardar pra ele a beleza da tez.
Manter-se enfeitada com sorrisos,
E perfumar-se com flor lilás.
Ela esperava e ainda espera,
o dia do seu coração estar em paz.

Diva Brito
22/08/0613:38

terça-feira, 22 de agosto de 2006

FODA-SE

Eu quero uma noite inteira pra morrer
Pra me embriagar com isso
E se for morrer mesmo
Tem que ser de tédio

Eu quero uma noite inteira pra odiar
Pra fingir perdão e sorrir mentira pra você
Pra você todo o seu amor e toda a sua Ela
E o que não é e nunca foi meu.

Eu quero uma noite inteira pra fumar desprezo
Pra me fazer o que seja e golar cicuta.
Eu não quero a noite inteira não, pensando bem,
Eu quero só uma fração de tempo, pequena assim,
Que considere satisfatória pra te falar: - Vá se foder!

Diva Brito
03/2006
(madrugada)

terça-feira, 15 de agosto de 2006

COM CARINHO, AÇÚCAR E AFETO

Impossível de mensurar
O tamanho de sua alma,
Seu espírito de velho sábio,
Como de quem carrega consigo,
Algo sensual e um tanto mágico.
Um andar de fêmea madura,
Lábios de fruta doce,
Uns olhos úmidos de rio,
Sempre tão profundos e sedutores.
Não, ela não quer confundir,
Mas não vai também se mostrar.
E é no seu passos que ela leva
Um ar de profundo mistério.
Mas no fundo, tudo que ela quer dar
É "carinho, açúcar e afeto".

Diva Brito
15/08/2006
11:47hs

( inspirado em Lara Kauark)

sábado, 12 de agosto de 2006

"Há um calor pesado
Que me leva a um infinito profundo
Outro mundo
Onde sobrevivo de desejo
E ao que vejo, meu pejo
Detém a força desse calor. "

Brisa Dalilla
29/03/06

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

O futuro me abraçou.
se mostrou pra mim
com ares cordiais.
Ele tenta aparentar
uma inofensividade,
na busca pelo momento
em que eu perca
meu pavor do previsível,
e tudo que é planejado.
O futuro me esnoba.
Como se tentasse
me esfregar na cara,
e dizer com ares
de "dono da verdade":
- Eu já sabia!
O futuro é amanhã,
ou seja, tenho 24hs
antes disso.
Diva Brito
11/08/2006

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

POEMA DA ATRIZ

Hoje é mais um daqueles dias
Em que a dúvida vai te inquietar.
E entorpecido pela incerteza
Você irá permanecer, pois,
Nada do que foi dito ou escrito
Pode ser considerado verídico.
E reverenciando o poeta
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguem precisa saber.
Sei, mas não se esqueça
Que a certeza será sempre minha
Do que é ou não é,
E nem mesmo minha face
Te revelaria a verdade,
Pois eu sou o que quero ser
E você sempre será o que é.

Diva Brito
25/07/2005
14:35 hs

terça-feira, 1 de agosto de 2006

A TERRA

Dia cai, noite sobe.
Lua nasce e o sol morre
Acompanha o rio que corre
E a água que socorre
A terra que é possui um corte
De tão seca e pobre
Que não há quem note
Aquela ferida que é só um corte
Aquele povo que ainda sofre
Enquanto o dia sobe e a noite cai
Enquanto sol nasce e a lua morre.

Diva Brito
1999

segunda-feira, 31 de julho de 2006

AQUELE MOÇO.

Ele é como uma fagulha, daquelas que nunca se apaga, o vento não mata, só fortalece. E ele sempre me escapa, quando vem, surge e ressurge. Mas, sempre teima em partir sem deixar marcas, rastros, só mesmo o meu desejo que deve mesmo se manter discreto. Resta então saber que você existe e que passa por mim como um tufão, mas, que não é meu.
E aparece com um ar de raposa, com andar imponente e simultaneamente sutil e um olhar assim de penumbra. Assim horas com nuvens nos olhos que tanto atraem, mas não se permitem penetrar, horas com um redemoinho hipnótico que me despe delicadamente, com muita naturalidade, e quase que não me dou conta.
E eu até tento não transparecer, venço a batalha de o corpo não falar, finjo bem, não sabe? Mas é que esse diabo com cara de bom moço e jeito de gente que não se desmancha, sem muito esforço me desconcentra, me provoca, sabe ler minhas reações e ler o que meus olhos, ao contrário dos meus gestos, acabam por revelar. Ele sempre me deixa rubra, como ninguém mais consegue deixar.
O pior de toda essa história não é só minha vulnerabilidade, o pior é que ele brinca com essa atração. E eu, já inebriada em sua graça, por pouco não me banho nessa fonte de prazer. Abduzo-te, prendo-te e busco com ânsia aquela boca, donde ouço uma voz delirante que de início me paralisa os sentidos e logo em seguida enfurece meu desejo adormecido que renasce cada vez que você vem.

Diva Brito
2005

sábado, 29 de julho de 2006

INTEIRO

Sentir você por entre suas coxas
Me despir por inteiro da carapaça
Suas mãos descendo minha nuca
E minha língua com ar de pirraça.
Os meus cabelos num só embaraço
E eu a me afogar nesse urgente apelo
Agarro tão sedenta que nem sei se ajo
Somente por sede ou por desespero
De não querer conter o que aguardo
Que é de sentir cumprido o seu desejo.

Diva Brito
28/06/2006

terça-feira, 25 de julho de 2006

À VANGUARDA

Quero as luzes acesas,
Quero toda transparência,
Nas cores e imagens.
Eu não alcanço esse atraso.
Se for loucura, ou euforia,
Não importa.
Estou sozinha,
Preciso sempre ficar sozinha.
E o que eu mais preciso,
Na verdade ninguém imagina.
Ando por um chão
Que vez ou outra me falta,
E ainda assim,
Querem roubar meu céu.

Diva Brito
09/07/2005

domingo, 23 de julho de 2006

MORENO DOCE

Olhar penetrante é o que se perde
Nas últimas ondas do horizonte
Será dúvida, ou medo
O que impera em seus segredos?
Será longa ou curta
Sua estadia em meu peito?
Tens lábios com fala tão macia
E doces são os beijos desses lábios
Ou será mel de um fruto amendoado?
Talvez do birro que cresce esperado
Pra fazer o doce do fruto do teu pecado.
Tendo beijos entorpecentes
Com leve sabor de chocolate
Que sol não nascerá contente
Para dourar-lhe a face?
A tua cor... Ah!
Ela me aquece os olhos
Acho mesmo que a sensualidade
Até o veste displicente
Com essa cor que irradia desejo.
E assim, sem esperar
Um sorriso teimoso surge acanhado
E mesmo antes que se fosse
Já deixou seu legado:
A alegria me trouxe!
Moço, a duvida me assola
Será ferida aberta no rio do teu peito
O que te endurece
No instante em que me sentes?
Ou será cautela,
Essas mãos inquietas
Escondendo-se do próximo ensejo?

Diva Brito
20/03/2006

sexta-feira, 14 de julho de 2006

CRÔNICA

Meu Deus, mas o que são as mulheres e homens no Orkut?


A Internet como vitrine, o Orkut como cardápio. Então não é assim que homens, mulheres e crianças se servem? Como o mais novo e saboroso prato da casa? Pois não são caras e bocas e perfis cheios de evidências da mega popularidade que possuem os seus membros? Esse site de relacionamento dá sensação de FAMA, de estrelar seu próprio comercial, de oportunidade de divulgar seu próprio book. Sim, mas não são mais importantes as fotos sensuais (muitas delas sexuais), que cortam a cabeça e enquadram só os corpaços que as lentes produzem, os cabelos que os ângulos transformam, e o resto todo que fica por conta do Photoshop? Claro! Além de não podermos esquecer da perfeição de vida maquiada que é estampada em álbuns e ostentadas em perfis. Ou ressaltam suas intermináveis virtudes ou forjam uma provocante revolta e mandam os visitantes ao inferno. Com certeza a massa ignorante não se lembra dos benefícios que essa indubitável grande idéia pode lhes oferecer. Sim, porque encontrar pessoas afins, com projetos, profissões, gostos musicais em comum me parece muito interessante. Além da possibilidade de se encontrar aquele amigo ou parente que os desencontros da vida levou a quilômetros de distância de nós. Sem contar que o que poderia servir como uma nova porta pra troca de conhecimentos e informações, ou atépra facilitar a comunicação saudável entre diversos povos de diversas crenças, se tornou uma rede de sexo, drogas, prostituição com perfis completamente erotizadose comunidades inúteis. Afinal, 'fóruns não estão com nada, o importante é fazer comunidades e mais comunidades pra embalagem da margarina que você usa ou pra futilidade mais conhecida no mercado'.
O Orkut também pode destruir namoros, casamentos, famílias, amizades, como jáacontecia em chats, e outros sites da rede mundial de computadores. Mas o Orkut apresenta algo peculiar, que éo fato de qualquer um poder ler qualquer perfil e ter acesso ao Scrapbook (página onde se deixam os recados pra o dono daquele perfil), o que rotineiramente acaba servindo como fonte das mais diversas informações para os detetives amadores que se escondem em perfis falsos pra assistir diariamente cada capítulo deste estúpido reality show. É incrível como conseguiram seu próprio idioma recheado de meiguice forçada ou de frases de auto-afirmação. Nunca o teclado foi tão explorado como nos últimos tempos. São símbolos que se intercalam com nomes e o diabo a quatro que inventam pra se enfeitar - eles devem sofrer em não poder mudar cores, fontes, formatos daquela página azul engessada. Os nobres da Academia Brasileira de Letras, ah, esses devem revirar-se em seus caixões ao ver os maus tratos que esses orkuteiros submetem o bom português. Afinal, a nossa língua deu lugar a um novo dialeto, cheio de x, w, y, k e outras aberrações. Não, não falo isso como quem se sente uma imortal, falo isso como quem levou anos na escola decorando verbos e aprendendo a ler e escrever, ortografia, pontuação, e o escambal, pra então ter que depois de alfabetizada se deparar com esse idioma internáutico que mais parece grego. Além de tudo isso, não poderia deixar de tocar num ponto delicado quando se é membro desse site. Sim, mas qual é mesmo o limite de intimidade que alguém pode ter com você pra te adicionar como amigo? Eu me deparava com minha lista de contatos no orkutaté a semana passada e pensava: Quem aqui já me deixou um recado, já registrou sua presença de qualquer maneira em minha vida? Só porque nós estudamos no mesmo colégio, ou porque moramos na mesma rua, ou temos o mesmo dentista? Não. Eu não sou seu amigo, não vou lhe adicionar! O que não me enquadra no papel de inimigo ou algo parecido. Essa gente eu não sei não... Algumas pessoasque me adicionaram, deixaram recado com beijos e o tradicional: - Apareça sumida! E me encontra na semana seguinte no mesmo elevador e fingiram que nunca me viram na vida. Aí tenha dó. O Orkut, meu querido leitor, até poderia ser um saudável site de relacionamentos, mas infelizmente como as grandes idéias da humanidade, também nunca será usado para a construção de mentes e outras idéias produtivas. Vai continuar sendo um site de busca de peitos, bundas e souvenires.


Diva Brito
05/07/2006

segunda-feira, 3 de julho de 2006

EM CONSTRUÇÃO

Aviso aos leitores deste blog que ele estará fora do ar hoje, pois estou fazendo uns ajustes no template.

Obg. =]

dalilla
http://entojo.blogspot.com

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Saudade é um arrepio frio e cálido, é uma sensação de angustia, embaraço, é um aperto ruim. Sentir saudade é uma mistura de prazer e tédio, é uma sensação de imóvel abandonado, de armário vazio, de descompasso.
É querer fugir pra um lugar que não sabemos qual é, e querer vomitar o alimento estragado ingerido. Não sentir saudade é nunca ter sofrido e sofrer no fundo é bom.
O sofrimento é a chave das nossas mudanças. Dizem que ou mudamos pela dor ou pelo amor. E no fundo a mudança pela dor é a que se estabelece, que dura.
Saudade é ao mesmo tempo não gostar, e querer de volta. É o incômodo de que quem abandonou e não fechou a porta. É ser nostálgica e entristecer.

Diva Brito
21/06/2006

terça-feira, 20 de junho de 2006

POSSESSÃO

São bocas e barrigas que se confudem
Peitos e quadris que se embalam,
Como num vôo livre onde o sangue pulsa,
Ferve, dilata as veias e umedece as partes.

Cores que se cruzam
E olhos que me buscam com sua vividez,
Mãos que me visitam e me mostram
O seu desejo incessável e vulcânico.

E já possuída sem ser posse,
Não encontro mais o temor,
Que me assolava e aprisionava
Naquele abrigo que se desfez.

Inebriada por várias descobertas,
São novas sensações que me despertam
De um sono outrora trépido,
E me conduzem nesse passeio luxuoso.

Diva Brito

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Vem meu menino doce de olhar esperto,
Vem bailar constante,e florir meu deserto,
Vem que você me olhar é arrepio certo
Vem ser meu desbravador de emoções.
Vem que meu querer antes tão incrédulo
Hoje tem no peito sem mistério
Um amor que encoraja nossos corações.

Diva Brito
18/06/2006

domingo, 18 de junho de 2006

VIAGEM URGENTE DE UM CASSETA

Morre um sorriso, um sorriso frouxo
De ser de vez em quando sorriso maroto
Morreu de repente um anjo bom
O humorista tem um mistério
Uma magia, ele é meio esotérico
Parece que Deus os enviou
Pra apasiguar tanto tormento
e nos trazer um contentamento
Que o mundo cru nunca nos deu
Morre um anjo, duende do riso
Simplicidade, talento prodígio,
De alguém que era um carnaval
Partiu então p'rum planeta distante
Continuar a aventura errante
de redigir alegria no céu
Viaja um casseta de maneira urgente
encerrando a cena que fazia contente
Um país tão cheio de mal.

Diva Brito
17/06/2006

sábado, 17 de junho de 2006

O GALÃ

Se fosse pra ser antes,
antes de tudo, ou durante,
não seria então o que és.
Não teria essa alma pura
Não teria um olhar de ternura
Quando quer dizer mas não diz.
Se fosse só figurante,
ou um mero viajante,
se fosse só aprendiz...
Mas é mestre, e galã constante
daqueles que o povo diz
Que nada pode tirar o viço,
Que já nascera com brilho
e é dono do seu nariz.


Diva Brito
12/06/2005
00:26


(Poema inspirado em Karim Midlej Harfush)





quarta-feira, 14 de junho de 2006

QUERER DE MORTE

Chame por aquela voz que foge
Talvez ela volte a sucumbir
Se for querer, queira de morte,
Queira até padecer
Até sair a última gota

Destroçado de tanto querer
Se for querer queira de morte
E ame de tanto morrer.

Diva Brito
18/07/2005
20:38

domingo, 11 de junho de 2006

O FÔLEGO

Que o meu fôlego
Te procure no escuro
Não te permita dormir,
E te prenda sempre em mim.
E que não penses em imaginar
Realidade fora do meu corpo,
Ou amor fora de minha'lma.
Que a chama eterna dos teus olhos
Nunca desapareça
Que nesse teu íntimo
Nunca pereça,
A esperança de me ter.
Que o meu nome eternamente
Ressoe no teu eco
E quando o vento
tocar-te o rosto,
Te lembres das minhas mãos
Que te vasculham sem pudor.
Que a chuva que te molha,
Exale assim o
Cheiro do meu corpo
Que tua sede te guie
Aos meus lábios.
Que saudoso agora estejas,
Da minha leviandade
Da minha aparente ingenuidade,
Da minha língua na sua vontade.


Diva Brito
12/07/2005
23:11 hs

domingo, 4 de junho de 2006


Meu coração anda jogado num canto úmido da sala ecura.
Não dispõe de amor que o faça reagir,
E apesar de sozinho, desalmado
Ele espera um bom homem
Que eu nunca vi.

Diva Brito
24/05/2006

P.S.: Eu vi o homem, e ele me sorriu e me segurou pela mão...e eu me senti feliz!
30/05/2006

sábado, 3 de junho de 2006

O FIM DA HISTÓRIA

Você que nunca foi meu
Hoje rompe os laços

De uma eternidade insegura
De um amor inacabado
E deixa-me sem nunca
Ter mergulhado nessa ilusão

Desse amor que me atinge
Que me envolve em dor

Que me cega, me fere
E que me leva a desfalecer
Mas, que burrice...
Não, não é esse amor
Que eu deveria ter.

Vou te estirpar dos meus planos
E gostos, hoje tão definidos
E declarado o instinto de permanecer

Com essa insistência boba
De buscar teu colo,

Quando na verdade é um beijo,
Seu corpo e seu cheiro,

O que não pude ter.

Diva Brito
12/09/2005


quinta-feira, 1 de junho de 2006

ARRUME SUAS MALAS


Pra que não se alongue em demasia,
Peço que se mude de dentro de mim
Arrume suas malas, bata a porta e só!
Tire sua boca do meu pescoço,

Recolha os seus olhos da minha frente,
Não deixe suas mãos espalhadas pelo meu corpo
Leve com você o calor dos seus beijos.
Não quero que nada fique aqui

Pra que não me torne à memória
Nas noites em que o vazio me visitar
O que você me fez e como me transformou.

Descubra-me do teu corpo
Porque essas vestes já não desejo ter.

E enfim, sem demora, se mude.
Arrume suas malas, bata a porta e só!


Diva Brito e Brisa Dalilla
2005